
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% no Bolsa Família. Com a mudança, o valor mínimo garantido às famílias beneficiárias passa de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.
O reajuste também alcança outros componentes do programa. O Benefício de Renda de Cidadania sobe de R$ 142 para R$ 164 por integrante, enquanto o adicional destinado a crianças de até seis anos passa de R$ 150 para R$ 173. O Benefício Variável Familiar passa a ser de R$ 58.
Na prática, isso significa que o valor recebido por cada família continua variando de acordo com sua composição. Segundo o governo, o benefício médio deve subir de cerca de R$ 675 para R$ 777 com a atualização.
O Ministério do Planejamento afirmou que o percentual busca recompor a inflação acumulada medida pelo INPC. O reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e cerca de R$ 22 bilhões em 2027, valores que, segundo a equipe econômica, serão incorporados ao Orçamento sem alteração da meta fiscal.
O decreto que oficializa os novos valores foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União nesta quinta-feira e determina que os efeitos financeiros comecem no primeiro dia do mês seguinte à publicação, ou seja, em outubro.